Batalha

A Batalha foi palco de grandes momentos históricos, desde a presença romana até às lutas decisivas pela independência, deixando um incontornável património cultural. Situada na margem esquerda do rio Lena, a Vila da Batalha deve a sua origem à construção do Mosteiro de Santa Maria da Vitória, como ex-voto de uma promessa cumprida, feita no campo onde foi travada a Batalha Real. O primeiro núcleo populacional, maioritariamente de origem
operária pois integrava bom número de artífices que trabalhavam nas obras do mosteiro, foi crescendo e prosperando ao longo do século XV, tendo sido elevado à categoria de Vila, a 18 de Março d 1500, através de carta régia de D. Manuel, que na véspera tinha delimitado o seu termo (concelho) bastante menor que o actual. Já em 1512 foi criada a Paróquia (ou freguesia), da Exaltação da Santa Cruz.
O nome e a própria vida a Vila da Batalha estão pois, intrinsecamente associados à história do Mosteiro, a sua principal pérola monumental que a transforma num dos locais mais visitados da região e do país.
Outros monumentos, embora de menor valia artística, podem ser visitados na vila da Batalha: a Igreja Matriz, iniciada no ano de 1514, com um portal manuelino de mestre Boutaca; a capela da Santa Casa da Misericórdia de estilo barroco/joanino do século XVIII; e a Ponte da Boutaca, obra revivalista e traça neogótica, da segunda metade do século XIX, localizada a poente do Mosteiro.
Mosteiro da Batalha

Trata-se de um dos maiores e mais belos monumentos góticos de Portugal, sendo o primeiro de arte manuelina do século XVI. O Mosteiro da Batalha é o símbolo mais marcante da Dinastia de Avis. Dom João I, na sequência de um voto à Virgem, caso vencesse a Batalha de Aljubarrota, em 1385, mandou iniciar a obra no ano seguinte, sob direcção do arquitecto português Afonso Domingues. Dessa fase resultou grande parte das estruturas da igreja e duas alas do claustro.

Em 1402, a direcção das obras passou para o Mestre Huguet. A esta época correspondem a matriz gótica flamejante, o abobadamento dos espaços da igreja e da Sala do Capítulo, a construção da Capela do Fundador e, ainda, o início das obras das Capelas Imperfeitas. No século XV construiu-se o Claustro de D. Afonso V e no reinado de D. Manuel fecharam-se as janelas das galerias do claustro e retomaram-se as obras das Capelas Imperfeitas. A partir de 1840 foi alvo de obras de restauro. Em 1980 foi transformado em Museu, funcionando, aqui, duas oficinas de cantaria e de vitral. Em 2007 foi votado uma das sete maravilhas de Portugal.